Curiosidades
14 de abril de 2016

ISSO DÁ CALDO! E ESSE CALDO TEM É HISTÓRIA

Quando se está doente, de cama, nada como um bom caldo de galinha para recuperar o ânimo e nutrir o corpo e a mente cansados, não é mesmo? Pois bem, não é de hoje esse nosso hábito de alimentar os enfermos com bons caldos. Quem nos trouxe esse costume foram os portugueses que aqui chegaram no ano de 1500. Não só os caldos, mas também as galinhas foram trazidas por eles. Aliás, segundo a Carta de Pero Vaz de Caminha, os índios, ao serem apresentados a elas, demonstraram medo. E dos caldos derivaram também as muitas receitas de sopa. Surge então a confusão ainda recorrente sobre a diferença entre os dois. É simples: o caldo, mais antigo que a sopa, é o líquido ou molho obtido a partir do cozimento de carne, peixe, galinha ou legumes. A sopa, por sua vez, consiste num caldo incrementado, que pode conter pedaços dos ingredientes de seu preparo e também ser engrossada com farinhas.

Mas foi o caldo de galinha que prevaleceu no nosso cardápio, quando o assunto era (e é) cuidar dos doentes. Tão reconhecida era a galinha como alimento de substância e de fácil ingestão que era vendida até nas farmácias de antigamente. E não raro os médicos receitavam aos seus pacientes o caldo de galinha, reforçando a qualidade nutritiva do prato que até hoje é servido à nossa mesa quando se trata de restabelecer a saúde dos doentes. Como se costuma dizer, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém!

Bibliografia:

ALGRANTI, Leila Mezan. “Famílias e vida doméstica”. In. SOUZA, Laura de Mello e. (Org.). História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América Portuguesa. São Paulo: Cia. das Letras, 2007, v. 1.

CASCUDO, Luis da Câmara. História da alimentação no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1983, v. 2.

HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

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